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Será que vem aumento por aí?

Se você achou que 2026 seria o ano de navegar em águas tranquilas e preços previsíveis, o Gecex (Comitê-Executivo de Gestão da Camex) acaba de jogar uma âncora na sua calmaria, literalmente.

A notícia que saiu do forno é clara: o Brasil fechou o cerco. Aplicaram um antidumping de cinco anos contra os aços pré-pintados da China e da Índia, e de quebra, subiram a tarifa de importação de outros nove tipos de aço para salgados 25%.

O governo diz que é para “fortalecer a competitividade da indústria nacional”. Traduzindo do economês para o português do dia a dia: a festa do aço importado baratinho está com os dias contados. Se antes o dragão chinês e o tigre indiano nadavam de braçada no nosso mercado, agora eles vão ter que pular uma cerca de impostos consideravelmente alta.

E aqui entra a pergunta de uma tonelada de inox: Será que vem aumento por aí?

Sejamos honestos: quando o custo de trazer de fora sobe, a indústria nacional ganha um “passe livre” para respirar e, claro, ajustar suas tabelas. Afinal, com a concorrência externa mais cara, o teto de preços sobe.

De um lado o produtor nacional comemora a proteção contra a “invasão” estrangeira. Do outro, quem transforma esse aço (você, talvez?) começa a olhar para o estoque e a calcular quanto tempo demora para o repasse bater na porta.

Não precisa ser vidente para saber que o mercado vai se ajustar. A proteção comercial é um escudo para a indústria brasileira, mas escudos costumam ser pesados, e, como sempre, alguém sempre paga o frete desse peso.

Se você estava esperando o “momento ideal” para fechar aquele pedido ou renovar o estoque, talvez o retrovisor esteja mostrando que o preço baixo ficou para trás. O cenário agora é de protecionismo em alta e orçamento em alerta.

Fique de olho, porque no mercado de aço, quem dorme no ponto acaba pagando o preço de amanhã com o bolso de ontem.

Não, o aço e o inox não vão “disparar” amanhã. Mas também não dá mais para fingir que nada está acontecendo. Dizem as más línguas que vem de 8% a até 20%.

Enfim…

Devemos aguardar a principal mandante do nosso setor: a usina.

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