A desaceleração da produção global de aço segue dando sinais claros de persistência. Dados divulgados pela Associação Mundial do Aço (Worldsteel) indicam que, em novembro de 2025, a produção mundial de aço bruto voltou a registrar queda, confirmando uma tendência observada ao longo dos últimos meses.
Segundo a entidade, os 70 países que reportam dados à Worldsteel produziram, juntos, 140,1 milhões de toneladas de aço bruto no mês. O volume representa uma redução de 4,6% em comparação com novembro de 2024, reforçando o cenário de ajuste da indústria siderúrgica global diante de desafios econômicos, demanda enfraquecida em alguns mercados e mudanças no ritmo de produção de grandes players.
A China, maior produtora mundial de aço, foi o principal fator de pressão negativa sobre o resultado global. O país produziu 69,9 milhões de toneladas em novembro de 2025, uma queda expressiva de 10,9% na comparação anual. A retração reflete, entre outros fatores, o desaquecimento do setor imobiliário chinês, políticas ambientais mais restritivas e esforços do governo para controlar excesso de capacidade.
Na contramão da China, a Índia manteve forte ritmo de crescimento. O país produziu 13,7 milhões de toneladas, um aumento de 10,8% em relação a novembro do ano anterior, consolidando sua posição como o segundo maior produtor global e reforçando o papel da expansão industrial e da demanda doméstica.
Os Estados Unidos também apresentaram desempenho positivo. A produção norte-americana somou 6,8 milhões de toneladas, com alta de 8,5%, sinalizando recuperação gradual da atividade industrial e maior estabilidade na demanda interna.
Entre os demais países que figuram no ranking dos maiores produtores de aço do mundo, os resultados foram mistos:
O Brasil produziu 2,8 milhões de toneladas de aço bruto em novembro de 2025, registrando um crescimento discreto de 0,7% na comparação anual. O resultado indica relativa estabilidade da produção nacional, mesmo em um cenário global de retração, refletindo a resiliência do setor diante das oscilações do mercado internacional.
