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Governo aplica antidumping contra aço chinês e fortalece defesa da indústria nacional

A decisão do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), tomada em 12 de fevereiro de 2026, de aplicar direito antidumping definitivo sobre as importações brasileiras de laminados planos a frio e laminados planos revestidos originários da China, foi recebida de forma positiva pelo Instituto Aço Brasil.

Segundo a entidade, a medida é oportuna e necessária, representando mais um avanço no fortalecimento do sistema brasileiro de defesa comercial diante da crescente entrada de aço estrangeiro a preços considerados predatórios. A decisão atende a um pleito antigo das empresas da indústria do aço e terá validade de até cinco anos.

Crescimento acelerado das importações preocupa setor

Dados divulgados pelo próprio Aço Brasil mostram que, em 2025, as importações brasileiras de laminados registraram um crescimento expressivo de 20,5%, alcançando 5,7 milhões de toneladas. Desse total, 63,7% tiveram origem na China, o que reforça o alerta sobre a pressão exercida pelo aço chinês sobre a indústria nacional.

Esse cenário vem gerando preocupação em toda a cadeia produtiva, especialmente nos segmentos que utilizam intensivamente aço inox e aços planos, como os setores de cozinhas industriais, equipamentos hospitalares, construção civil, indústria alimentícia, farmacêutica e de bens de capital.

Medida protege empregos, investimentos e competitividade

Para o Instituto Aço Brasil, o antidumping contribui diretamente para preservar a competitividade da indústria brasileira, protegendo empregos, incentivando investimentos produtivos e evitando impactos estruturais de longo prazo no setor.

A entidade também destacou o empenho do governo federal em enfrentar a concorrência considerada desleal, reforçando a importância do monitoramento contínuo das importações, tanto em volume quanto em preços, a fim de identificar possíveis distorções de mercado.

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