A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte das tarifas impostas pelo governo Donald Trump não trouxe alívio para setores estratégicos como aço, alumínio e cobre. Esses produtos continuam sujeitos a sobretaxas com base na Seção 232, legislação que permite a imposição de tarifas por razões de segurança nacional.
Na prática, isso significa que as exportações brasileiras desses metais seguem impactadas, mantendo pressão sobre custos, competitividade e acesso ao mercado norte-americano.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), produtos enquadrados na Seção 232 representaram cerca de 27% das exportações brasileiras aos EUA em 2025, movimentando aproximadamente US$ 11 bilhões. Entre eles estão aço, alumínio, cobre, madeira e móveis.
Especialistas em comércio exterior destacam que a decisão da Suprema Corte beneficiou principalmente produtos industrializados, como máquinas, equipamentos e calçados, que ainda sofriam sobretaxa de até 40%. Já os metais seguem fora desse alívio tarifário, pois suas restrições têm base legal distinta.
Além disso, analistas alertam que o governo norte-americano ainda dispõe de outros instrumentos legais para impor barreiras comerciais, o que mantém um cenário de incerteza para exportadores brasileiros.
Para o setor de inox e metais em geral, o cenário reforça a necessidade de diversificação de mercados, ganho de eficiência produtiva e fortalecimento da competitividade internacional, diante de um ambiente global cada vez mais protecionista.
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