Produção mundial de aço recua 2,2% em fevereiro e sinaliza arrefecimento global

A produção mundial de aço bruto registrou uma queda de 2,2% no mês de fevereiro em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 141,8 milhões de toneladas. Os dados, divulgados nesta terça-feira, 24, pela World Steel Association (worldsteel), reforçam os sinais de desaquecimento na atividade industrial global no primeiro bimestre de 2026. No acumulado do ano, a retração já chega a 1,5% frente a 2025.

O desempenho negativo foi puxado, em grande parte, pela estagnação dos principais polos produtores e por crises regionais. A China, que detém mais da metade da fabricação global, continua a enfrentar dificuldades para retomar o fôlego de sua construção civil, o que impacta diretamente a demanda por minério e a produção de aço bruto. Paralelamente, a Rússia e os países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) registraram o recuo mais acentuado do mês, com uma queda de 8,6% no volume produzido.

A Turquia consolidou sua posição como maior produtora da Europa ao registrar uma alta de 3,4% em fevereiro. Já o Oriente Médio apresentou um salto expressivo de 12,6%, impulsionado principalmente por projetos de infraestrutura fora do eixo petrolífero.

A Índia, por sua vez, manteve sua trajetória consistente de expansão, confirmando-se como o motor de crescimento mais resiliente do setor na Ásia. O país segue ampliando sua capacidade produtiva e consolidando sua influência no cenário global.

Para o mercado brasileiro os números reforçam um ponto central: a volatilidade dos preços internacionais deve continuar no radar. Embora a queda na produção global possa, em tese, pressionar a oferta, o arrefecimento da demanda chinesa tende a manter os estoques elevados. Esse descompasso cria um ambiente de incerteza, afetando tanto as exportações quanto o custo das matérias-primas no curto prazo.

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