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O resultado representa o maior volume dos últimos cinco anos considerados pelo levantamento. Em 2021, a produção nacional foi de 305 mil toneladas. Nos anos seguintes, passou para 277 mil toneladas em 2022, avançou para 301 mil em 2023 e recuou para 278 mil em 2024, antes da recuperação observada em 2025.
| Ano | Produção |
| 2021 | 305 mil toneladas |
| 2022 | 277 mil toneladas |
| 2023 | 301 mil toneladas |
| 2024 | 278 mil toneladas |
| 2025 | 331 mil toneladas |
Na comparação com 2021, o volume produzido em 2025 foi aproximadamente 8,5% maior. O crescimento mais expressivo, entretanto, ocorreu na passagem de 2024 para 2025, com um acréscimo de 53 mil toneladas.
O desempenho das chapas e bobinas inoxidáveis foi superior ao resultado geral da indústria brasileira de laminados. A produção total desses produtos passou de 23,794 milhões de toneladas em 2024 para 23,405 milhões em 2025, retração de aproximadamente 1,6%.
Os laminados planos, categoria na qual as chapas e bobinas inoxidáveis estão inseridas, também apresentaram estabilidade com leve queda. O volume produzido passou de 13,683 milhões para 13,637 milhões de toneladas.
Enquanto a produção geral de laminados perdeu ritmo, o crescimento de 19% registrado pelo inox indica uma dinâmica diferente dentro do setor siderúrgico brasileiro.
O aumento da produção foi acompanhado pelo avanço das vendas destinadas ao mercado nacional. As vendas internas de chapas e bobinas inoxidáveis subiram de 258 mil toneladas em 2024 para 308 mil toneladas em 2025, alta de aproximadamente 19,4%.
Também foi o maior volume de vendas internas registrado na série de cinco anos:
Os números demonstram uma recuperação do mercado após as oscilações observadas nos anos anteriores. O anuário, entretanto, não detalha quais segmentos consumidores foram responsáveis por esse avanço.
O aço inoxidável é utilizado em diferentes setores da economia, incluindo equipamentos industriais, construção civil, saúde, alimentos e bebidas, cozinhas profissionais, eletrodomésticos, transportes, infraestrutura e bens de consumo.
Apesar do crescimento da produção nacional, as importações continuaram ocupando um espaço expressivo no mercado brasileiro. Em 2025, o país importou 167.576 toneladas de chapas e bobinas inoxidáveis, movimentando aproximadamente US$ 324,8 milhões.
O volume importado correspondeu a cerca de 54% das vendas internas realizadas pela indústria nacional. Essa relação não representa diretamente a participação das importações no consumo brasileiro, pois as tabelas seguem critérios metodológicos diferentes, mas ajuda a dimensionar a presença dos produtos estrangeiros no país.
No mesmo período, o Brasil exportou 11.717 toneladas de chapas e bobinas inoxidáveis, somando US$ 24,5 milhões. Dessa forma, o volume importado foi aproximadamente 14 vezes superior ao exportado.
O crescimento simultâneo da produção e das vendas internas aponta para uma melhora do mercado brasileiro de chapas e bobinas inoxidáveis em 2025. Ao mesmo tempo, o elevado volume importado mostra que parte relevante da demanda nacional continua sendo atendida por fornecedores estrangeiros.
A evolução do setor nos próximos períodos dependerá do desempenho dos principais segmentos consumidores, das decisões de investimento da indústria, da atividade econômica e das condições de competitividade entre o produto nacional e o importado.
Os dados utilizados nesta matéria foram publicados pelo Instituto Aço Brasil no anuário Indústria do Aço em Números 2026, lançado em julho de 2026.
