Dia Nacional do Aço vem aí. E o do inox?

Uma provocação necessária, e uma proposta para o setor

Todos os anos, o setor siderúrgico brasileiro se mobiliza para celebrar o Dia Nacional do Aço (9 de abril). Uma data importante e justa, que reconhece um dos grandes pilares da indústria e da infraestrutura do país, quiçá do próprio mundo. Afinal, estamos falando de um material milenar, que serviu de base para algumas das maiores evoluções da história da humanidade e continua, até hoje, sustentando o progresso em escala global.

Ok. Mas e o dia do aço inoxidável, como fica? Acredito que quando Harry Brearley descobriu o aço que não corroía facilmente, nem ele imaginava o quão longe esse material chegaria. O cientista morreu em 1948. Mais de 100 após a sua descoberta, o inox mudou completamente a forma como lidamos com durabilidade, higiene e eficiência.

Foi o inox que elevou o padrão sanitário em hospitais e centros cirúrgicos. Foi o inox que transformou a indústria de alimentos, permitindo processos mais seguros e confiáveis. Foi o inox que levou resistência a ambientes agressivos, onde outros materiais simplesmente não suportavam.

O material que está nos hospitais, nas cozinhas industriais, nas indústrias farmacêuticas, no saneamento, no transporte, na arquitetura e até em obras de arte.

Além disso, o mercado de aço inoxidável no Brasil movimenta bilhões todos os anos. Envolve fabricantes, distribuidores, transformadores, engenheiros, arquitetos e uma cadeia inteira altamente especializada.

O inox está em todo lugar. Menos no calendário.

Talvez estejamos ocupados demais produzindo… e pouco preocupados em comunicar. Talvez o inox ainda seja visto como nicho.

Alô, Abinox. Alô, Aperam. Acredito que o setor merece. Chegou a hora de deixarmos de buscar espaço, mas ocupar. Quem sabe uma data no calendário seja um bom início.

Dia 5 de junho? Sei lá. Um dia emblemático, é o Dia Mundial do Meio Ambiente, e o aço inoxidável tem relação direta com sustentabilidade. Por que não conectar as duas agendas? Que gere conteúdo, debate, reconhecimento.

Porque, no fim das contas, a pergunta continua: até quando o inox vai seguir essencial… e invisível?

Aliás, aproveitando o tema, dê uma olhada na minha crônica sobre a cidade que não percebe o inox.

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